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Superpopulação Canina: controle e preservação

June 17, 2015

A superpopulação de cães abandonados e os maus tratos a esses animais é um problema a ser enfrentado pela sociedade. Porém, é um problema que, se tratado da maneira adequada, tem solução. É possível resolver essa problemática sem limitar o direito das pessoas e preservar a vida e a integridade desses animais maravilhosos.

Para isso, é necessária uma abordagem sobre como esses animais surgem em nosso meio e delimitar a forma ideal de fazer esse controle.

A partir do momento que o ser humano se fixou em certos locais, trouxe para perto dele animais passíveis de serem domesticados. O homem, até então nômade, passou a se domesticar e selecionar animais que se enquadraram nessa nova forma de subsistência.

Há milhares de anos humanos e cães convivem se tornando interdependentes uns dos outros. Mas o desenvolvimento e o aumento da população mundial trouxe junto uma multiplicação desenfreada desses animais.

Atualmente, a reprodução de cães se desenvolve de duas formas distintas: se procriam sozinhos, normalmente quando vivem nas ruas ou em lares irresponsáveis ou são intencionalmente procriados.

Com relação à auto procriação, politicas públicas de castração e conscientização de proprietários para que não coloquem cães nas ruas, resolve a superpopulação. Porém, essas políticas precisam ser efetivas. Evitando-se animais abandonados também evita-se custos decorrentes dos problemas causados por animais nas ruas e preserva-se a integridade desses cães.

Pensar que é possível acabar com essa procriação é utópico. Além do que extinguir cães sem raça definida é um ato desnecessário. Reduzindo-se drasticamente essa população é possível destinar esses cães a tutores responsáveis.

Não podemos pensar em uma sociedade em que todos são instruídos e conscientes pois essa sociedade não é real. Impor que todo animal sem raça definida, residente em área urbana, seja castrado gratuitamente; dar a possibilidade de castrar gratuitamente esses animais quando residentes em área rural; e castrar todo animal abandonado trará um grande avanço e um controle da reprodução desenfreada.

No que diz respeito à procriação intencional, essa divide-se em criação doméstica ou de fundo de quintal, criação comercial e criação ética e seletiva.

A criação doméstica ou de fundo de quintal é aquela onde pessoas que possuem animais de raça pura, muitas vezes não certificados [pedigree], procriam seus cães por motivo sentimental ou objetivando uma renda extra. Muitas vezes mesclam raças. Esses acasalamentos não tem a menor preocupação com genética ou saúde e destinação adequada dos filhotes.

Os que cruzam por motivos sentimentais normalmente são motivados pela ideia de ficar com um filho daquele animal que tanto amam. Destinam os outros filhotes da ninhada para pessoas que querem adotá-los ou os vendem a baixo custo para qualquer um que queira pagar. Muitas vezes destinam esses filhotes a criadores comerciais.

Esses filhotes costumam ser destinados a pessoas não aptas a lidar com a raça ofertada. Porém, adquiriram o animal em razão da facilidade. Esses filhotes são facilmente abandonados ou repassados para outros tutores. Dessa forma, colaboram para a superpopulação de animais abandonados.

A criação de fundo de quintal objetivando o lucro é uma das grandes abastecedoras dos criadores comerciais e das falhas genéticas. É tão desprezível quanto a criação puramente comercial. Em pequena ou larga escala é uma das maiores responsáveis pela superpopulação de cães.

Não fornecem os tratos adequados aos filhotes e aos pais e vendem os filhotes sem qualquer critério de destinação para obter renda extra. Geram muitas vezes animais doentes [que também vão a óbito] e normalmente fora do padrão da raça que acreditam estar procriando.

Os criadores comerciais de cães são aqueles que criam animais para revenda. O objetivo é sempre o lucro. Essa criação não envolve qualquer sentimento ou seleção. É puramente um negócio. Esses comerciantes normalmente vendem filhotes em lojas [pet shops] e feiras.

Dentre eles há os que criam animais com cuidados de higiene para diminuir as perdas e os que criam de forma clandestina. Portanto, nem sempre haverá maus tratos do ponto de vista legal. Como qualquer empresa, alguns investem para obter lucros e outros tem dificuldade de administração. Porém, utilizar cães dessa forma é desumano. São verdadeiras fábricas de filhotes.

Normalmente esses filhotes possuem pedigree [que nem sempre é obtido através de registros verdadeiros] mas pouquíssimos estão dentro do padrão da raça anunciada. Muitas vezes esses criadores não possuem canil propriamente dito. Apenas compram e revendem filhotes gerados por criadores de fundo de quintal.

Ironicamente esse comércio é o maior abastecedor da criação de fundo de quintal e consequentemente do abandono.

Filhotes armazenados em gaiolas até o momento da venda normalmente serão cães com problemas de comportamento.

Há realmente alguma justificativa plausível para esse tipo de criação? Possivelmente a única é a obtenção de lucro e a geração de impostos.

Por último, há a criação ética e seletiva. Essa forma de criação é a única que preserva as características de uma raça. A grande diferença desses criadores para os demais é que só é possível considerar um criador ético e seletivo quando há sentimento pela raça procriada, preocupação com a destinação dos filhotes e com a preservação das características impostas pelo padrão da raça criada [estrutura, temperamento e saúde]. Criadores éticos e seletivos são filiados a clubes de cinofilia sérios e registram os filhotes nascidos. Cuidam da saúde dos filhotes e do plantel em primeiro lugar.

Entre criadores, existem semelhanças, porém também existem diferenças.

Há por parte de alguns criadores a tentativa de elitizar a criação de cães de raça. Porém, tornar esses cães completamente inacessíveis para o público que busca cães de raça também gera uma problemática.

Quando alguém não tem a possibilidade de adquirir um cão de raça criado de maneira ética e seletiva [por não saber da existência de criadores ou não ter reais condições de adquirir], procura criadores comerciais ou criadores de fundo de quintal.

Portanto, é necessário haver uma abertura para que pessoas possam adquirir esses cães. Criadores éticos e seletivos só destinam filhotes à pessoas que acreditam que serão tutores responsáveis e darão os tratos adequados ao cão.

Esse grupo comporta pessoas que vivem de cães, que criam por hobbie ou que investem em cães [muitas vezes esses grupos se confundem e não são extremamente definidos].

Mas basicamente, há criadores que possuem um plantel maior e uma procriação em maior número, reproduzem cães no padrão da raça, normalmente adquiridos de outros criadores [por hobbie ou investidores] e destinam seus cães de maneira seletiva. Esses filhotes normalmente são encaminhados castrados ou para quem se compromete a castrar, ou para famílias que se demonstrem responsáveis e cuidadosas para ter um animal não castrado sem utilizá-lo para reprodução. Esses criadores normalmente só revendem filhotes aptos à reprodução para outros criadores ou particulares que, admiradores da raça, pretendem gerar uma ou duas ninhadas registradas sem constituir canil e dar a destinação adequada aos filhotes.

Esses criadores normalmente possuem alguma atividade que lhe gere renda extra visto a dificuldade de se manter criando cães de forma ética. O valor dos filhotes costuma ser um pouco mais acessível e facilitado, porém nunca é barato. Quem não possui condições de adquirir um cão de raça desse grupo, dificilmente terá condições financeiras de dar tratos adequados.

Muitas vezes esse grupo é criticado por outros criadores. Porém ele é necessário para que haja o equilíbrio e o controle proposto para a superpopulação.

O grupo que mais concentra criadores éticos e seletivos é o grupo de criadores que possui outra atividade econômica e cria cães por hobbie. Esse grupo normalmente tem condições financeiras de se sustentar mas não possuem condições de sustentar um plantel de cães nem de investir nele por sua própria renda.

Normalmente fazem um investimento inicial e posteriormente mantém o plantel com a arrecadação de valores de ninhadas e coberturas. Normalmente esse grupo estuda a raça procriada e tem grande apego a todos os integrantes do plantel. Investem até onde a arrecadação lhes permite, planejam ninhadas com o objetivo de melhoria da raça e tem grande preocupação com a destinação dos filhotes. Normalmente a limitação desses criadores para um maior aprimoramento da raça é financeira. Porém o bem estar dos cães sempre vem em primeiro lugar.

O grupo de criadores que investem em cães é menor. Esse grupo normalmente tem boas condições financeiras e não depende da venda de filhotes para nada. Investem em importações, exposições ou provas de trabalho [quando há para a raça]. Tem grande admiração pela raça que criam. Muitos tem apego a todo plantel, mas alguns também criam apenas por ego.

De qualquer forma, esse grupo é extremamente importante para a manutenção de características de uma determinada raça e para o desenvolvimento de linhagens. A aquisição de cães desse grupo é muito restrita.

Infelizmente há comerciantes infiltrados nesses grupos. Enganam pessoas que procuram filhotes mas dificilmente enganam outros criadores. Só permanecem porque muitos clubes de cinofilia são coniventes com a sua existência.

Definidas as formas de procriação intencional, cabe agora analisar uma forma de coibir a reprodução desenfreada.

Dos grupos analisados, os que menos colaboram para o abandono são os criadores éticos e seletivos [na verdade esses até inibem] e os criadores domésticos que reproduzem por motivos sentimentais.

Traçar metas irreais não é lógico e nem funcional. Porém, evidente que o grupo de criadores de fundo de quintal que procriam com fins de renda extra e os criadores [reprodutores e revendedores] comerciais contribuem em larga escala para o abandono e para os maus tratos.

É necessário portanto impor limites para a criação intencional.

Limitar esse grupo a vender filhotes em lojas e feiras é ir na contramão da coibição do abandono. Tratar animais como simples produtos não é benéfico para o cão e para a família que o cão viverá.

Essa forma de venda só gera problemas e incentiva oportunistas. Há várias maneiras de destinar filhotes sem expô-los a vitrines.

A criação doméstica motivada por sentimentos sempre haverá. Não é possível coibir em sua totalidade. Apenas é possível diminuir o seu número através da conscientização.

Porém é possível coibir a criação de fundo de quintal que objetiva renda e a criação comercial.

Extinguindo esses grupos e fazendo controle através de castrações de animais abandonados é possível reduzir a superpopulação de cães abandonados e a longo prazo chegar próximo a extinção dessas ocorrências.

Porém, para que os criadores comerciais não tentem se infiltrar entre criadores éticos, é necessário estudar estratégias e impor controle à procriação de animais.

Animais não portam identidade. A sugestão portanto é de que precisam de identificação [microchip ou tatuagem] cadastrados em órgão governamental. Só assim é possível verificar a procedência do animal, seja de raça definida ou não. Toda criação intencional de cães, doméstica ou não, deveria possuir, obrigatoriamente, registro em órgão governamental para questões de identidade [certidão de nascimento] e não certificação de raça.

Animais de raça deveriam ser obrigatoriamente registrados em clubes de cinofilia. Porém é necessário algum tipo de prestação de contas desses clubes para os criadores e governo.

Somente impondo responsabilidades a criadores, sem profissionalizar a criação de cães, extinguir o comércio explorador de filhotes, castrar animais abandonados e conscientizar a população é possível reverter o quadro atual.

Cães não podem ser tratados como produtos ou objetos e nem criação como atividade profissional. O bem estar desses animais deve vir em primeiro lugar.

A questão a se discutir não é adotar versus comprar. É adquirir de forma responsável. O cão é um integrante da família e não um objeto de decoração.

No momento que se estabelecem regras, deve-se levar em consideração as diferentes culturas, qualidade e quantidade de informação, educação e orientação de vários grupos. Analisar os pontos cruciais e promover ordenamentos necessários gera harmonia. Imposições extremas e proibições sem sentido geram desordem.

Para que haja um controle efetivo é necessário deixar de lado muitas convicções pessoais e pensar no mundo de forma global!

Autores: Ana Paula Ruzinski, advogada, adestradora e comportamentalista. Tiago de Souza, adestrador e comportamentalista canino.

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