Nossa entrevista sobre a raça Dobermann para a revista Cães e Cia

A matéria foi publicada na edição de fevereiro/2018.

Está disponível nas bancas, no respectivo mês. Também no site da revista a qualquer tempo, em formato impresso ou digital.

www.caes-e-cia.com.br

- Qual seu nome completo e há quanto tempo cria a raça Dobermann? Ana Paula Ruzinski, crio com o afixo Von Nordsonne. Comecei a montar o plantel de Dobermanns há aproximadamente 10 anos. - O que tem sido feito no Brasil e no mundo para resgatar a funcionalidade da raça? Na década de 70 iniciou-se uma subdivisão na linhagem européia, desde então temos a linhagem de trabalho e a linhagem de exposição européias. A linhagem de trabalho se chama assim pela seleção feita por temperamento, com foco em cães aptos ao serviço policial e a participar de provas de trabalho, que em sua essência mantiveram, ao longo dos anos, a funcionalidade desejada para a raça. Mas a preocupação com temperamento deve ir além dessa linhagem específica. O temperamento é requisito para que o cão esteja de acordo com o padrão da raça. O padrão pede que o dobermann seja fácil de treinar e que goste de trabalhar. Portanto a seleção de temperamento é essencial para que essa característica do padrão seja seguida. Seja testando o seu plantel ou participando de provas de aptidão e esporte. Muitos criadores e, principalmente a linha européia, fazem seleção de temperamento por existirem provas tradicionais e obrigatórias para os cães que irão reproduzir, provas que avaliam temperamento e estrutura (no clube alemão do Dobermann, essa prova chama-se ZTP). Mas isso não impede que seja feita uma seleção por temperamento pelos criadores de outras linhagens ou de outros países / continentes. Depende do interesse de cada criador. A escolha dos acasalamentos conforme o temperamento (e não apenas estrutura) dos pais, o manejo dos filhotes e a avaliação dos mesmos, treinar e testar o plantel, isso tudo é muito importante para que a funcionalidade da raça não se perca.

- No quesito temperamento, quais as melhores linhagens, ou seja, as que desempenham melhor a função de trabalho do Dobermann? Devido às provas obrigatórias em alguns países da Europa para cães que vão reproduzir, a linhagem européia tem uma média melhor nesse quesito, ou seja, tem uma maior preocupação com a seleção de temperamento para o trabalho. Mesmo com essa subdivisão de linhas de trabalho e exposição, em ambas é possível encontrar cães de temperamento acima da média e com potencial para alta competição, embora na linha de trabalho a frequencia seja maior devido ao foco da seleção. Mas o padrão da raça é um só. É possível misturar linhas de sangue, que é a forma com a qual trabalhamos. Muitas pessoas confundem linhagem europeia com linhagem de trabalho. Acham que é a mesma coisa. Mas a predominância na linhagem europeia é a seleção por estrutura. Da mesma forma, pensam que se o cão é misto, isso não é bom para o trabalho. O que não é verdade. Independente da linhagem, aptidão para o trabalho não deve ser deixada de lado, deve sempre ser avaliada e considerada nas decisões e planos de criação.

- Quais os maiores desvios de temperamento que encontramos na raça? Os maiores desvios decorrem da criação caseira ou meramente comercial da raça. Dobermann não pode fugir do equilíbrio. É uma característica que se preza na estrutura e no temperamento da raça. Ele deve ser um cão de família. Protetor, amigável com a família e equilibrado. Alguns exemplares apresentam insegurança excessiva. Essa insegurança pode levar à agressão ou fuga. O manejo também conta muito. O ideal é que o Dobermann seja autoconfiante e morda quando houver estímulo (no caso do treinamento) ou perigo real. Não que morda devido à insegurança ou medo e muito menos entre em fuga. É bem comum encontrar pessoas que confundem temperamento forte com agressão aprendida em autodefesa gerada pelo medo. Da mesma forma também confundem agitação e excitação com drive de caça. A seleção do exemplar por temperamento conforme o perfil da família é essencial para que haja harmonia e evite problemas. Também é comum encontrar exemplares sem a agressividade média desejada no padrão e que deixam de fazer guarda por causa disso.

- Como avalia o temperamento dos Dobermanns criados no Brasil, em sua maioria? Relativo a cães de boa criação, em sua maioria são cães equilibrados. Mas contamos nos dedos os criadores que submetem seus cães a testes e fazem uma seleção por temperamento especificamente para o trabalho. Nesse quesito, a criação brasileira de forma geral deixa a desejar. Como adestradores, muitas vezes temos dificuldade em encontrar exemplares com os drives necessários para trabalho de proteção ou esporte.

- Você vê o plantel brasileiro como homogêneo? Por quê? Não. Temos linhas de tipos muito distintos no Brasil. E há muito preconceito por parte dos criadores em mesclar essas linhas.

- O que diferencia as linhagens americanas das europeias? O padrão é muito parecido, mas os tipos físicos de algumas criações se diferenciaram bastante nos últimos anos. O AKC não se submeteu às últimas mudanças propostas pelo Dobermann Verein. O padrão de altura e peso são os mesmos. O AKC ainda aceita as cores diluídas (azul e isabela), enquanto o FCI só aceita pretos e marrons, sempre com marcações vermelho ferrugem. O AKC aceita falta de dentes e pequena mancha branca no peito (½ polegada). O padrão americano mantém a angulação entre os braços e a escápula mais fechada, priorizam a elegância e aceitam corte de cauda e orelha. Cães europeus são mais robustos, tem uma construção forte e são mais musculosos normalmente. Não necessariamente são mais pesados ou maiores. Linha de trabalho não prioriza tamanho e peso. Mas o dobermann europeu não deve aparentar fragilidade. Alguns exemplares deixam a desejar na elegância. Nós gostamos de mesclar essas linhas em busca de equilíbrio de estrutura e temperamento.

- Porque tem havido grande procura de cães europeus no Brasil? Você mesma tem apenas cães europeus correto? Se sim, quantos e de que países? Creio que o aumento na procura de europeus se dá pela busca de funcionalidade e estrutura mais robusta. Nosso plantel é composto por cães mistos e europeus. Mantemos a linha americana em nossa criação em busca de equilíbrio e variabilidade genética mas não temos mais em reprodução nenhum cão de linha americana. Nossas ninhadas sempre serão de cães mistos ou europeus. Temos cães importados de Portugal e cães nascidos no Brasil mas que são filhos de cães importados da Letônia, França, Alemanha, Dinamarca e Canadá, além dos cães já nascidos aqui, resultado de uma seleção de funcionalidade e variabilidade genética. Buscamos um cão com impulso para defender e morder, inteligência para aprender, saúde para viver bem, beleza para eu admirar, equilibrado e confiável para que eu possa colocar no colo e afagar com a certeza de que ele só quer retribuir o amor que eu tenho para lhe dar. Esse é o meu Dobermann perfeito! E é isso que priorizamos na nossa criação, acima dessa definição de linhagem.

- Porque os cães vindos dos USA têm perdido seu temperamento e tido mudanças físicas em relação aos europeus? A AKC possui um padrão muito distante do da FCI? Se sim, em que pontos? O AKC não possui um padrão muito distante do FCI. É o antigo padrão FCI. A partir da década de 80, não aceitaram mais as mudanças propostas pelo DV. O FCI tem como regra seguir o padrão do país de origem. A maior diferença física se dá por opção dos próprios criadores que idealizam e selecionam de geração em geração determinadas características. Os americanos não fazem a mesma seleção de trabalho que os europeus mas há por parte de alguns criadores a preocupação em selecionar temperamento. E quem cria essa linha de sangue, independente do país de origem, costuma seguir o padrão AKC. Mesmo nos EUA há criação de cães europeus. A maioria dos criadores que busca cães europeus, também quer temperamento. O regulamento no Brasil pede que o juiz possa tocar o cão, abrir a boca, tocar testículos etc e em alguns casos é difícil conciliar isso com o trabalho de proteção. Um bom Dobermann deixa a sua família ou uma pessoa de confiança fazer isso, mas quando estimulamos seu instinto de guarda, é difícil deixar que um estranho faça isso. Em busca de aperfeiçoar uma coisa, abre-se mão de outra. Mas os melhores dobermanns de trabalho, apesar de manter o padrão físico, passam longe das pistas. A predileção de alguns criadores europeus por cães excessivamente pesados também não colabora em nada para que o indivíduo exerça a sua função. Esses cães são mais bem vistos em exposições na Europa que no Brasil. Independente da linhagem, devemos buscar o equilíbrio.

- Quais as consequências na criação desse grande desvio de temperamento vivenciado na raça Dobermann? Um deles foi a retirada da exigência de prova de trabalho para homologação de título internacional. Como avalia esse ato? Os canis reagiram de que forma a essa retirada? Qual a importância da prova de trabalho? Fora do Brasil ela continua sendo realizada? E no Brasil? No Brasil não é muito difundida a cultura de treinar cães. Nos últimos anos o adestramento e esportes caninos estão ganhando força. Mas em alguns países é muito popular. Em Santa Catarina por exemplo, raramente temos alguma prova de trabalho. Enquanto que temos exposição de beleza algumas vezes no ano. O ideal é que essas provas voltem a ser realizadas. Porém, devem ocorrer em âmbito nacional para não prejudicar criadores que criam longe de grandes centros. Internacionalmente, para que um cão seja homologado como vencedor da exposição de beleza do International Dobermann Club, é necessário titulação em trabalho. A falta de seleção de temperamento faz com que pessoas busquem outras raças para ter uma proteção efetiva. Muitos acreditam que a raça Dobermann está extinta. Porém temos observado uma maior procura de Dobermanns funcionais. Testes de índole são essenciais para seleção de temperamento da raça. Na falta de testes no Brasil, alguns criadores fazem seus próprios testes. Outros ignoram a sua necessidade e seguem criando selecionando apenas beleza e temperamento compatível com a apresentação em exposições. Alguns infelizmente não selecionam nada.

- Quais as linhagens mais requisitadas no mundo? E quais as mais encontradas no Brasil? Por favor, diferencie quais são europeias e quais são norte-americanas. E quais os países referência na criação hoje? A Alemanha ainda é a mais forte? Porque? Esse assunto causa bastante divergência. Americanos, argentinos, europeus, ingleses, australianos. Cada um tem o seu gosto. Mas a maioria do público só conhece a terminologia americano x europeu. A Alemanha não tem mais a mesma visibilidade na raça. Apesar de ser o país de origem e sede do Dobermann-Verein. A primeira e a segunda guerra prejudicaram a criação da raça na Alemanha e fortaleceram a criação em outros países. EUA, Argentina, Rússia e países do leste europeu tem uma maior visibilidade no momento atual. Mas Alemanha e Itália não deixam de apresentar resultados importantes para a raça. No Brasil encontramos muitos cães de origem Argentina como Lex Luthor, Akido San e Black Shadow e americanos comoFoxfire, Cambria's e A´Monde´s, havendo muitos descendentes do Nello´s Lex Luthor. Entre os europeus, temos o Canil Phanomen que inovou com a importação de Dobermanns de linha de trabalho e outros criadores que importaram cães europeus de canis muito conhecidos como Remijaguare, Zoosfery e Campovalano. Também encontramos muitos cães europeus de afixos menos conhecidos mas que são filhos ou netos de cães renomados como Pride Of Russia Taymir, Kublaikhan Von Nemesis, Ale Alamos Del Citone, Urbano Del Diamante Nero (linha de estrutura), Asco Von Der Burgstäte (linha de trabalho), entre outros. Descendentes de europeus como Gamon di Campovalano, Graaf Quirinus Van Neerland Stamm (linha de estrutura) e Bingo Von Ellendonk (linha de trabalho) tem forte presença no Brasil.

- Que doenças assombram a raça nos dias de hoje? Alguma foi erradicada? Se sim qual? Que exames devem ser feitos nos plantéis para preveni-las? Esses exames são feitos no Brasil também ou somente no Exterior? Onde? A doença que mais tem tirado o sono de criadores de Dobermann em todo o mundo é a cardiomiopatia dilatada. Ela normalmente não dá sinais e tem acometido cães cada vez mais cedo, em todas as linhagens. De acordo com a pesquisadora Carol Beuchat, ‘O Doberman Pinscher está com sérios problemas. Cerca de 60% da raça é afligida com cardiomiopatia dilatada (DCM), com 13% afetados por volta dos 6 anos e mais de 40% com a idade de 8 anos (traduzido)’. Outro problema que a raça enfrenta é a baixa variabilidade genética, sendo a raça com menor diversidade dos genes do sistema imunológico. Duas mutações genéticas relativas à cardiomiopatia já foram mapeadas. É possível realizar testes genéticos nos EUA. Essa mesma pesquisadora acredita que talvez não seja possível recuperar a saúde da raça sem introduzir uma nova raça no pool genético, com orientação de geneticistas. É possível encontrar mais informações no site http://www.instituteofcaninebiology.org Criadores hoje também contam com o Dobermann Diversity Project, com o objetivo de mapear doenças e variabilidade genética para reduzir problemas ligados à consanguinidade e hereditariedade. Há informações sobre o projeto e os testes disponíveis em http://www.dobermandiversityproject.org No Brasil temos acesso a exames de imagem para displasia coxofemoral e de cotovelos, e exames básicos de saúde.

- Em agosto de 2015 o padrão da FCI sofreu mudanças. Quais foram as mais marcantes e como tem sido aplica-las em seu plantel? As mudanças mais impactantes foram as relativas à cauda e orelha. A nova ilustração do padrão também causou estranheza para muitos. Mas essas mudanças eram esperadas há anos. Priorizamos temperamento em nosso plantel. Mudanças na estética acabam sendo menos impactantes para nós. Porém ainda há rejeição de exemplares íntegros por uma grande parte do público. Sinceramente espero que essa visão mude. O dobermann é muito mais que cauda e orelhas. Também observamos cães com melhor equilíbrio e mais rápidos depois que começamos a manter a cauda íntegra. Sempre tive cães de orelha íntegra e também de orelha operada. Antigamente eu acreditava que o corte evitava problemas. Mas nesses 10 anos, só tive problemas com orelhas operadas. Sei que otohematoma e otite também pode ocorrer em cães de orelha íntegra mas aqui nunca ocorreu. Só tive casos em cães conchectomizados. Em mais de 03 anos com cães de cauda íntegra também não tivemos nenhum tipo de fratura de cauda. Mas já tivemos casos de aderência no corte da cauda e isso causa incômodo ao cão. Na criação, não ter caudas nem orelhas cortadas tem sido muito mais agradável. Vejo beleza na orelha ereta e bem cortada. Mas não acho que valha a pena submeter meus cães à cirurgias e talas só por isso. Continuo vendo essa beleza no dobermann de orelhas íntegras e bem posicionadas. A cauda me causou estranheza até eu conhecer pessoalmente o pai de um dos meus cães. O cão Ryker vom Aurachgrund, da criadora Kathleen S. P. de O. Salles (vindo da Alemanha, de linha de trabalho) me fez mudar essa visão. Pessoalmente é muito mais natural do que nas fotos.

- Um dos pontos do novo padrão é a não menção do corte de orelhas e cauda. Você e demais criadores da raça pararam de realizar os cortes desde o ano passado ou já se fazia isso antes disso? Se sim, quando? Entidades não membras da FCI – como a AKC - continuam autorizando o corte? Como isso tudo interfere nas exposições no Brasil? E na Europa? Nós paramos de fazer cirurgias estéticas em 2014. Já sabíamos que haveria mudança de padrão e decidimos mudar antes. Muitos criadores ainda não abrem mão de cortar cauda e orelha. O AKC não acatou essa mudança. Ela impacta em cães que participam de exposições no sistema FCI. Porém, após pressão por parte de muitos criadores, a FCI permitiu a participação de cães operados em exposições desde que não haja proibição no país que esteja sediando o evento. Hoje vemos cães íntegros e cães operados em exposições FCI. Se a inserção for correta, o corte ou ausência dele não deveria influenciar na avaliação do cão.

- Existe alguma tolerância quanto ao corte de orelha e caudas? Do tipo, até uma certa data é tolerado após isso não ? E cães antigos que já tiveram suas caudas e orelhas cortadas? Após a mudança do padrão e pressão por parte dos criadores, o FCI emitiu comunicado dizendo que em consideração a importância do interesse dos criadores e para fornecer orientação clara aos juízes da FCI, bem como evitar julgamento de negligência, a Comissão Geral da FCI tomou a seguinte decisão: Países em que há proibição: neste caso, sendo as leis do país a autoridade máxima, não há possibilidade de mostrar, em eventos sancionados pela FCI, cães cortados/amputados de raças habitualmente cultivadas/ancoradas. Países em que não há proibição de mostrar cachorros cortados: neste caso, cães de raças geralmente amputados/recortados podem ser exibidos sem qualquer restrição, seja cortada ou não, em eventos sancionados pela FCI e não pode haver discriminação de os juízes, entre cachorros recortados e não cortados. Esta medida aplica-se 31 de dezembro de 2024. Até essa data, se não houver proibição federal no Brasil, podem participar de exposições tranquilamente. O que existe aqui é uma proibição por parte do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

- Com tantos Dobermanns de linhagens diferentes, o que tem acontecido nas exposições da raça? Cada juiz julga de acordo com o que a sua entidade de formação julga correto? Quais têm sido as maiores incongruências e motivos de desclassificação de Dobermanns em expos? O CBKC emitiu um informativo ao Conselho de Árbitros baseado numa compilação de artigos publicados por Faye Strauss, juíza do DPCA, Presidente do Comite de Educação de Juízes do Doberman Club of America, juíza e criadora no canil Sherluck, e de Ray Carlisle – Juiz e criador no canil Cara, Diretor do DPCA, e de notas escritas por outros autores. Transcrevo uma parte desse informativo: ‘Como já dissemos em outras informações publicadas antes pelo Conselho de Árbitros, a beleza está nos olhos de quem vê! Entretanto, os tão discutidos "tipo americano" e "tipo europeu" não devem, em nenhum aspecto, afastar-se do padrão da raça e do equilíbrio que esse documento exige para a raça. As poucas diferenças entre os padrões do DPCA e da FCI como tamanho, cor e desqualificações, não devem ser suficiente para causar conflitos com o conceito do Doberman correto e do equilíbrio que desejamos para a raça. Mais uma vez, voltamos a afirmar aquilo que todos sabem mas, lamentavelmente, uma minoria não aplica: devemos sempre seguir o padrão! Uma das maiores autoridades nessa raça, a criadora e juíza norte americana Mrs. Peggy Adamson deixou muito claro quando afirmou que: "o tipo da nossa raça emerge do padrão inteiro” e não de apenas uma parte dele.’ O informativo está disponível no site do CBKC www.cbkc.org e no nosso site www.dobermannsc.com.br para quem tiver curiosidade de ler. Creio que esse afirmativo aborda todas essas questões. Infelizmente, em alguns casos, o gosto pessoal influencia a decisão mais do que deveria.

- Que desvios físicos são bastante vistos na raça no Brasil? E fora daqui? Primeiramente o equilíbrio. O excesso de elegância ou a falta dela. O dobermann não deve parecer frágil mas também não pode parecer robusto demais. Em segundo a cabeça. É comum ver exemplares de linhagem americana com a cabeça leve demais e com o maxilar fraco. Em contrapartida, alguns europeus apresentam stop marcado demais. Mas há exemplares equilibrados em todas as linhagens.

- As angulações do Dobermann têm desclassificado muitos cães da raça no Brasil? Por quê? Não. Apesar do padrão prever determinadas angulações como, por exemplo, braços e escápula com angulação de 105 a 100º, é comum ver cães com angulação mais fechada ganharem títulos. Da mesma forma cães com as pernas muito longas, linha de dorso que não é firme etc não são desclassificados. O padrão prevê faltas eliminatórias como prognatismo, ausência de dentes, anomalias. Com relação à angulação, o cão apenas é penalizado na proporção das suas faltas. Nenhum cão é perfeito. No Brasil e EUA se valoriza muito o show, a boa apresentação. E nisso os americanos levam vantagem sobre os europeus no Brasil. Com o nosso foco em cães de trabalho, quase não estamos mais participando de exposições com os Dobermanns.

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